Empreendedora aos 22 – Como comecei a empreender

Realizar e depois idealizar!

Eu costumo dizer que realizo primeiro e depois idealizo. Foi assim com a graduação e com a meu ingresso na vida de empreendedora. E é essa trajetória que quero contar hoje para você.

Terminei o ensino médio sem saber bem o que queria “ser quando crescesse”, acabei passando em uma universidade pública ingressando em um curso nada a ver comigo, justamente por não saber bem o que queria.

Depois de 4 meses me dei conta que não era ali que meu coração estava. Tinha começado a trabalhar e passei quase um ano longe do mundo acadêmico, só trabalhando. Só que o trabalho também não me satisfazia. Eu não me sentia feliz, pelo contrário. E achava que trabalhar sempre seria assim. Bem, como eu poderia pensar diferente? Nessa época eu tinha apenas 16 anos, porque acabei entrando mais cedo na escola e, com isso, também terminei o colegial mais rápido.

Ao final desse hiato, comecei a procurar um outro curso de graduação para fazer. Seguindo aquilo que move 95% dos estudantes para o curso de jornalismo, percebi em mim o gosto pela leitura e escrita. Entrei na faculdade em agosto de 2011 e sai de lá bacharela e jornalista em julho de 2015.

Luiza Olinda

Mas tem algo ai no meio. Embora minha decisão de começar o curso tenha sido o gosto pela escrita, só depois eu me dei conta que todos os meus caminhos apontavam para aquela direção.

Meu pai foi radialista por um tempo, e eu, no alto dos meus 9 ou 10 anos, fazia todos os dias a pauta do programa que ele apresentava durante a noite. Eu pesquisava algum acontecimento histórico ou aniversário de gente famosa, buscava notícias, elegia músicas, realmente pautava meu próprio pai.

Essa foi a primeira vez que percebi que tinha realizado antes de idealizar.

Depois foi a vez do trabalho. Com pouco tempo de faculdade abandonei o emprego que me desagradava profundamente. Passei um tempo me dedicando somente aos estudos (vulgo desempregada), e somente no terceiro ano de faculdade arrumei um estágio. Ou eu pensava que era um estágio.

A realidade é que comecei a trabalhar como social media manager, fazia assessoria e criei dois sites para um advogado que precisava de curadoria digital, mas a proposta de estágio não se concretizou por N motivos. Eu não era emprega, nem estagiária, era prestadora de serviços. Tinha um cliente.

Dias depois de começar no meu novo emprego, surgiu um outro interessado nos meus serviços, do mesmo escritório, e comecei a prestar serviços para ele também. Tinha um segundo cliente.

No início de 2015 comecei a prestar serviços também para uma agência de comunicação. E foi ai que a virada veio. Para trabalhar com eles eu precisaria emitir nota fiscal e, pra isso, seria necessário abrir uma empresa. E eu fiz.

Foi só então que eu me dei conta que de novo eu realizei antes de idealizar. Eu já estava empreendendo. Eu tinha clientes, prestava serviços, recebia por isso e estava totalmente organizada. Eu estava empreendendo antes de pensar em empreender. E foi assim que a Macromarca nasceu, minha agencia de comunicação digital e estratégica.

Agora eu tento idealizar primeiro e me preparar para que tudo aconteça da melhor forma possível, é isso que vou narrar aqui. Vem comigo?

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